Quem nunca dançou loucamente? Quem nunca chegou em casa sem saber o que tinha feito na noite anterior? Quem nunca ficou ansioso por uma festa durante uma semana e no dia ficou com preguiça? Quem nunca inventou de querer começar a fazer mil coisas e não conseguir acabar nenhuma? Quem nunca fez merdas que jamais imaginou que pudesse fazer? Quem nunca tirou zero e riu? Quem nunca riu de momentos tão idiotas e simples e que jamais outras pessoas ririam? Quem nunca mentiu falando que estava em lugar totalmente diferente de onde realmente estava e quem nunca ajudou algum amigo a mentir sobre onde ele estava? Quem nunca saiu escondido pra se encontrar com aquela pessoa que achava que amaria para sempre? Quem nunca chorou rios e riu dois minutos depois? Quem nunca falou o que não devia, pra quem não devia, no momento em que não devia? Quem nunca tirou foto abraçado com gente que nem sabe quem é? Quem nunca teve viagens inesquecivelmente hilárias? Quem nunca pagou micos gigantes com amigos? Quem nunca falou que voltaria uma hora da manhã, clareou o dia e nem sobra da pessoa? Quem nunca fez musiquinhas retardadas com amigos e quem nunca teve código que só o seu grupo entendia? Quem nunca foi virado para o colégio e quem nunca dormiu em uma aula? Quem nunca foi adolescente?
Viva a vida e você saberá que existe o amor, mesmo ele não sendo eterno, que existe a felicidade, mesmo que momentânea, que há a amizade sincera sem ter que ser para sempre, que as lembranças boas são muito maiores que as ruins, que se passam os momentos tristes para que saibamos identificar momentos felizes. Viva a vida e saberá que sorrimos muito mais do que choramos e que lembramos muito mais das gargalhadas e sorrisos do que dos choros. Viva a vida e saberá que ela é linda.
“Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua,
dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor,
Ou quando alguém ou algo não deixa que esse amor siga,
Ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania
de estar sempre ocupada;
se ele tem assistido às aulas de inglês,
se aprendeu a entrar na Internet
e encontrar a página do Diário Oficial;
se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;
se ele continua preferindo Malzebier;
se ela continua preferindo suco;
se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;
se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor;
se ele continua cantando tão bem;
se ela continua detestando o MC Donald’s;
se ele continua amando;
se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;
não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;
não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso…
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer;
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você,
provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler…”
Tem dias que você acorda e sua maior vontade é pegar uma mala, câmera, algumas poucas roupas e sair! Sair pelo mundo afora a procura de pessoas novas, lugares novos, ares, barulhos, cheiros, climas, astrais, novos. Cultura nova. Aquele dia em que você quer olhar e sorrir para as pessoas dizendo: Bom dia!! Aquele dia em que você quer ser você mesma, longe de todos aqueles que te conhecem e podem te julgar por um simples sorriso e um “Bom dia!!”

[Flash 9 is required to listen to audio.]
Flo-Rida
Button Theme